Câmara Municipal do Porto

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Câmara disponível para apoiar a vacinação contra a Covid-19 com a cedência de espaços provisórios

O presidente da Câmara do Porto revelou, na reunião de Executivo desta manhã, que o Município do Porto quer ser parte da solução no plano de vacinação local contra a Covid-19 e que já manifestou essa disponibilidade ao presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte). Rui Moreira admite a cedência de dois locais para instalar centros de vacinação, à semelhança do que acontece para os rastreios à infeção.

Em reunião da Comissão Municipal da Proteção Civil, que decorreu na última quarta-feira, e em que marcou presença o presidente da ARS Norte, Carlos Nunes, "a Câmara do Porto indicou a sua disponibilidade para, dentro dos seus recursos, auxiliar um plano logístico relativamente à vacinação”, informou hoje Rui Moreira.

De acordo com o autarca, trata-se de uma atitude em linha com a ação que tem orientado o município nesta matéria. "Para que fique claro, da mesma maneira que disponibilizamos dois locais para o rastreio da Covid-19, no Parque da Cidade [Queimódromo] e no Parque de São Roque, admitimos que possa ser montada uma grande tenda, num sítio qualquer ou em dois sítios, em que, com a presença de pessoal de saúde devidamente certificado, se possa aplicar as vacinas com melhor condição e com maior dimensão que os centros de saúde”.

O presidente da Câmara do Porto considera ainda esta uma alternativa viável, dado que prevê uma capacidade de resposta limitada por parte das unidades de saúde locais. "Não temos dúvida de que os centros de saúde não vão ter capacidade, quando as vacinas finalmente chegarem em grandes doses, para aplicarem a vacinação a todas as pessoas que vão querer - e admito que haja muitas pessoas”, reforçou.

Da parte da ARS Norte, o acolhimento do apoio municipal foi bem-vindo. "Aquilo que entretanto o Dr. Carlos Nunes disse é que isso poderá ser necessário lá para abril/maio, quando está previsto um reforço da vacinação”, sinalizou o autarca, no decurso do debate relativo a uma alteração ao protocolo de cooperação do programa de vacinação contra a gripe destinado a pessoas com mais de 65 anos, que foi aprovado por unanimidade.

Em causa, na proposta do vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo, estava a inclusão de uma nova entidade outorgante no protocolo, designadamente a Farmacoope - Cooperativa Nacional das Farmácias C.R.L.

Rui Moreira, que respondeu ainda a um pedido e balanço feito pelo vereador do PSD, Álvaro Almeida, explicou que este protocolo serviu precisamente como uma experiência relativamente à vacinação contra a Covid-19.

Aquilo que nós não queríamos é que houvesse vacinas e não houvesse local para vacinação. Utilizar a rede existente de farmácias é uma medida que, de alguma maneira, alivia fortemente a pressão sobre os centros de saúde, que hoje estão assoberbados com um conjunto de atos médicos muito relevantes”, justificou o autarca.

"Foi também um ensaio crítico relativamente ao que poderia ser feito quando vier a nova vacina, ainda que a nova vacina tenha, pelo menos, nesta primeira fase, complexidades técnicas que provavelmente elas não poderão ser administradas nas farmácias”, sustentou o presidente da Câmara do Porto, que esclareceu que a autarquia paga apena o ato médico e não as vacinas da gripe.
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